O sector das exportações reforça o seu posicionamento em França, com a ambição de colocar as marcas nacionais na linha da frente do design europeu.
A Maison & Objet é hoje um dos eventos mais relevantes a nível mundial no sector do mobiliário e da decoração. Para as empresas portuguesas da Fileira Casa, a feira de Paris desempenha um papel central, tanto na antecipação de tendências como na consolidação do seu posicionamento internacional.
De acordo com Miguel Pereira, responsável de internacionalização da Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins (APIMA), «a Maison & Objet é um dos eventos mais conceituados a nível europeu». Além da sua dimensão enquanto montra, o certame permite aferir o estado da indústria, funcionando como «um verdadeiro barómetro que permite perceber os períodos de crescimento e de quebra do sector», sublinha.
Em simultâneo, o evento tem vindo a reforçar o prestígio das insígnias nacionais junto da organização e dos visitantes internacionais. «É um certame que reconhece o posicionamento das marcas portuguesas, que têm merecido cada vez maior destaque», refere Miguel Pereira, salientando a crescente visibilidade do selo “Made in Portugal” no salão parisiense.
Esta edição de Janeiro assume uma relevância acrescida para o arranque comercial do ano. «É um fórum fundamental para as nossas empresas promoverem novas colecções e produtos, sendo que a edição de Janeiro é decisiva para o lançamento do ano», destaca o responsável da associação.
França como mercado-chave de destino
No que respeita ao mercado francês, a APIMA destaca o seu peso determinante para a Fileira Casa: «França é o principal destino de exportações do sector», afirma Miguel Pereira, acrescentando que, «com uma quota superior a 30%, é um mercado decisivo para as nossas empresas».
Este posicionamento resulta de um trabalho continuado de consolidação junto dos players locais. Embora a influência da Maison & Objet se estenda para lá das fronteiras francesas, a feira constitui uma oportunidade privilegiada para estreitar laços. «É mais uma acção que cimenta o posicionamento do produto nacional junto de um público de elite», acrescenta.
Promoção integrada e estratégia internacional
A APIMA tem assumido um comando estratégico, coordenando as participações nacionais e desenvolvendo acções de charme em cidades globais. Segundo Miguel Pereira, um dos eixos fundamentais é a promoção da complementaridade entre empresas: «Face à dimensão da nossa indústria, esta oferta integrada é um eixo competitivo essencial. Temos sido bem-sucedidos nesta estratégia, à qual as marcas têm aderido de forma massiva», sublinha.
Segundo a associação, esta abordagem é encarada como um factor competitivo essencial: «Acreditamos que temos sido bem-sucedidos nesta estratégia, à qual as marcas têm aderido de forma massiva».
A aposta em formatos conjuntos de promoção deverá, por isso, manter-se. Miguel Pereira salienta que o objectivo é continuar a investir em stands colectivos sob a marca “Made in Portugal naturally”, que têm funcionado como verdadeiras âncoras de atracção de visitantes e de atenção mediática.







