Sessão reúne empresas e entidades dos dois países para discutir investimentos, reformas e projectos estruturantes.
O Fórum Económico Portugal–Moçambique realiza-se a 9 de Dezembro, no Palácio da Bolsa, no Porto, e integra a VI Cimeira entre os dois países. Organizado pela AICEP, em parceria com a APIEX Moçambique, CIP, CTA, CCPM e CCMP, o encontro reúne empresas, entidades públicas, organismos de cooperação e decisores políticos, com o objectivo de reforçar as relações económicas e identificar novas áreas de parceria.
De acordo com declarações públicas do embaixador português em Maputo, Jorge Monteiro, deverão ser assinados cerca de 20 acordos bilaterais durante a Cimeira, abrangendo vários domínios considerados prioritários pelos dois governos, como finanças, reforma da administração pública, digitalização e energias renováveis. Este enquadramento reforça a relevância política e económica do encontro empresarial e aumenta o interesse de empresas que procuram oportunidades concretas no mercado moçambicano.
O programa do Fórum inclui intervenções de ministros portugueses e moçambicanos, com destaque para o painel sobre “Infra-estruturas e Economia Digital”, onde serão discutidas prioridades nacionais de Moçambique, como telecomunicações, mobilidade, logística, transformação digital e desenvolvimento de infra-estruturas. Após os debates institucionais, o evento promove um espaço dedicado aos contactos empresariais, pensado para facilitar a aproximação entre empresas dos dois estados.
Equilibrar a balança de investimentos
Paralelamente, encontram-se em análise projectos e iniciativas que poderão ser enquadrados no âmbito da Cimeira, numa altura em que cerca de 500 empresas portuguesas mantêm actividade em Moçambique. O reforço do investimento moçambicano em Portugal é também um objectivo assumido, num esforço de equilíbrio e dinamização das relações económicas bilaterais.
Entre as áreas com maior potencial de colaboração destacam-se as infra-estruturas e construção, que incluem reabilitação urbana, estradas, habitação e equipamentos públicos; a economia digital, desde soluções tecnológicas a cibersegurança, pagamentos digitais e formação; a logística e os transportes, com enfoque na modernização de portos, corredores logísticos, mobilidade urbana e sistemas de transporte; a agro-indústria, que abrange maquinaria, irrigação, cadeias de frio e processamento alimentar; e as energias renováveis, com projectos de energia solar, mini-redes e consultoria em transição energética.
Para Portugal, o encontro, que conta ainda com a presença do Primeiro-Ministro, Luís Montenegro e do Presidente moçambicano Daniel Chapo, representa uma plataforma de aproximação ao mercado moçambicano, com vantagens linguísticas e culturais. Para Moçambique, é uma oportunidade para captar investimento, procurar parceiros técnicos e acelerar projectos estruturantes.
Esta edição deverá aprofundar a cooperação económica e reforçar o diálogo empresarial, num momento marcado pela preparação de novos acordos bilaterais e pela vontade de relançar o dinamismo das relações entre os dois países.







