Xavier Leite destaca a proximidade como factor-chave na consolidação da internacionalização do sector têxtil-lar
À frente da Home From Portugal, associação que promove a presença das empresas portuguesas de têxteis-lar nas principais feiras internacionais, Xavier Leite fala sobre a preparação da próxima edição da Heimtextil, em Frankfurt. Numa entrevista centrada na internacionalização, na inovação e no reforço da imagem de Portugal como fornecedor de excelência, o presidente da associação destaca os desafios e oportunidades que se colocam às empresas do sector num mercado global cada vez mais competitivo.
Quais são os grandes objectivos da Home From Portugal para a edição de
2026 da Heimtextil?
Apoiar o maior número possível de PME e Micro Empresas, nos seus esforços de internacionalização, na sua participação na feira mais importante do sector, a nível mundial.
A indústria têxtil-lar portuguesa tem uma longa tradição. Que inovações
considera fundamentais para diversificar a oferta e conquistar novos
mercados?
O constante e habitual esforço das empresas na aposta na qualificação dos RH, na pesquisa e utilização de novas matérias primas, na constante aposta na criatividade, no serviço, na certificação, utilização de energias renováveis, na certificação internacional, no equipamento das unidades fabris com tecnologia de ponta, que lhes permite responder rápida e eficientemente às exigências de qualquer mercado.
A edição de 2026 parece trazer uma reorganização dos pavilhões, com
reagrupamento de sectores e novas sinergias. Como irão as empresas
portuguesas apresentar-se neste novo contexto?
Tendo em contas as informações oficiosas da Organização, este novo layout vai com certeza, dar oportunidade às empresas de se apresentarem no seu conjunto num espaço que tornará mais evidente a qualidade, as vantagens competitivas, em todos os domínios da indústria portuguesa.
Como caracteriza, actualmente, a procura no mercado alemão? O que valoriza
o consumidor ou o profissional deste país?
O mercado alemão não é preponderante no destino das exportações portuguesas, embora os seus consumidores/profissionais continuem a considerar e a valorizar a qualidade, o serviço e o design da oferta portuguesa e, consequentemente a serem um mercado com interesse para a nossa indústria e para as nossas exportações.
Quais são, na sua opinião, as principais barreiras e oportunidades neste
mercado?
A importação de produtos asiáticos a preços mais acessíveis, embora de menor qualidade, é a principal barreira aos negócios. As oportunidades evidenciam-se na procura pelo segmento de mercado consumidor de produtos de média/alta e alta qualidade, que são oferecidos pela nossa indústria.
Que acções específicas desenvolve a Home From Portugal para apoiar a
promoção internacional das marcas portuguesas?
A HFP não tem por objectivo directo e primeiro, a promoção de marcas portuguesas mas sim das empresas/produtores de artigos de média/alta e alta qualidade, que englobam, com certeza, também a divulgação e afirmação das marcas portuguesas. Portugal é reconhecido pela sua idoneidade no fornecimento dos seus serviços em “private label”, para as empresas TOP a nível mundial, ao mesmo tempo que procura impor, também, as suas próprias marcas.
Considera que a marca “Portugal” já alcançou reconhecimento internacional no
sector têxtil-lar, ou ainda há caminho a percorrer?
| «O nome de Portugal está sempre associado à qualidade dos têxteis-lar oferecidos e consumidos em todo o mundo.» |
Há sempre caminho a percorrer, e mal fora que assim não fosse. A indústria está sempre em constante evolução, quer a nível de serviço, quer na procura de novos mercados, com capacidade económica e gosto pela novidade. Este é o lema da indústria portuguesa de têxteis lar.
Que mensagem gostaria de deixar às empresas portuguesas que ponderam
participar em futuras edições da Heimtextil?
É necessário apostar sempre nas presenças internacionais e, por maioria de razão, na Heimtextil, a feira por excelência, a nível mundial para o sector. As empresas que não estiverem sempre atentas à evolução dos mercados e às envolventes, quer endógenas quer exógenas que os afectam a toda a hora, não terão com certeza, as mesmas possibilidades de atingir os objectivos que as norteiam e a que se propuseram. O nome de Portugal está sempre associado à qualidade dos produtos de têxteis lar que são oferecidos e consumidos em todo o mundo.







