O Congresso Nacional de Marketing APPM 2026 debate, a 21 de Janeiro no Porto e a 22 de Janeiro em Lisboa, a relação entre humanos e máquinas.
O grande objectivo do encontro, promovido pela Associação Portuguesa de Profissionais de Marketing (APPM), é debater a interacção entre a tecnologia e as pessoas, recolocando o profissional no centro da equação. Se a interdependência máquina-humano é hoje factual, ela permanece controversa e remete para uma questão central: até que ponto a estratégia e os resultados são produto da tecnologia ou, pelo contrário, delineados pelo pensamento humano, servindo a Inteligência Artificial (IA) apenas como suporte?
Reflectir sobre o impacto real da IA, da automação e dos novos modelos de decisão é a prioridade do encontro. Através de uma abordagem centrada nos limites, nas oportunidades e nas responsabilidades éticas, o evento pretende devolver aos profissionais o protagonismo criativo e decisório.
O Deus da máquina
O lema “Deus Ex Machina” propõe esta preponderância do factor humano, partindo da premissa de que a tecnologia é uma criação do homem — e que é esse poder criativo que deve determinar quem decide e com que responsabilidade. Para a APPM, o mote desta edição é «uma metáfora que convida a questionar a tendência de encarar a tecnologia como solução imediata para desafios complexos, muitas vezes sem o necessário enquadramento estratégico, ético e humano».
A forma como a tecnologia está a transformar a criatividade, a estratégia e a construção das marcas constitui a grande questão de fundo. A edição de 2026 desenvolve-se em três eixos principais: da relação entre criatividade e IA à ética dos algoritmos, sem esquecer o papel dos dados e o regresso do factor humano às marcas. Segundo a organização, o congresso contará com «oradores das áreas do marketing, tecnologia, inovação e liderança, que irão partilhar perspectivas estratégicas e casos aplicáveis ao contexto das organizações».







