Entre o peso da história e as exigências do mercado, o recinto precisa responder aos desafios do presente e do futuro
Fundada em 1957 pela Associação Industrial Portuguesa (AIP), a Feira Internacional de Lisboa (FIL) abriu portas na zona ribeirinha da Junqueira, em Lisboa, onde, durante 42 anos, acolheu os certames da cidade. Face a uma oferta e procura crescentes, o edifício revelou-se insuficiente e, com a realização da EXPO 98, surgiu a oportunidade de transferir as feiras para um recinto mais espaçoso e dotado de todas as valências exigidas a um parque de exposições.
Desde então, abriu-se uma nova era. Mas, uma vez mais, começou a sentir-se que os cerca de 100.000 m² limitam a realização de eventos de maior dimensão, levando a AIP a propor a ampliação do recinto. O projecto, anunciado em 2019, permanece em suspenso, sem confirmação pública de execução. Para competir com a Exponor, o maior parque de exposições do país, a FIL precisa de oferecer condições ajustadas ao mercado, com vista ao cumprimento da sua missão: ajudar as empresas a desenvolver negócio.
A FIL mantém um papel central na dinamização económica e empresarial, oferecendo infra-estruturas modernas e bem localizadas. No entanto, enfrenta o desafio de acompanhar a evolução do mercado internacional de feiras, cada vez mais competitivo e exigente em termos tecnológicos e logísticos. A necessidade de ampliação do recinto e de maior agilidade nos serviços é hoje uma questão incontornável, se Lisboa quiser afirmar-se plenamente no circuito europeu de grandes eventos.
Não obstante, a FIL mantém o seu carácter de grande centro de exposições multifuncional, servindo como espaço-âncora que dinamiza a economia de Lisboa e da região em toda a cadeia produtiva, desde transportes, hotelaria, restauração e serviços técnicos especializados.
Lisboa tem na FIL um espelho do seu próprio percurso: sólida nas bases, mas à espera do passo seguinte.







