No arranque de 2026, a Associação Empresarial de Portugal (AEP) leva uma delegação nacional à Big 5 Construct Saudi, em Riade, de 18 a 21 de Janeiro. Com a economia daquele país do Médio Oriente a crescer acima dos 8%, o mercado apresenta projectos de infra-estruturas avaliados em biliões de dólares.
A AEP escolhe aquela geografia para a primeira acção de internacionalização do ano, no âmbito do projecto BOW (Business on the Way). Um grupo de cinco empresas portuguesas do sector da construção e materiais marca presença num dos certames mais influentes da região.
Esta iniciativa não é um passo isolado, mas o culminar de uma estratégia de continuidade que a AEP desenvolve há 15 anos no mercado saudita. Para Luís Miguel Ribeiro, presidente do conselho de administração da associação, a aposta em geografias menos tradicionais é imperativa: «Num cenário de grande instabilidade mundial, as empresas devem diversificar mercados para mitigar riscos», afirma, sublinhando que a Arábia Saudita é actualmente a economia com maior crescimento a nível mundial, segundo o FMI.
Um mercado de biliões para a engenharia e materiais
A Arábia Saudita atravessa um processo profundo de transformação económica, sustentado por um dos maiores fundos soberanos do mundo. O país tem em curso projectos de escala monumental, avaliados em biliões de dólares, que abrangem desde redes de metropolitano e estradas a novos hospitais, escolas e complexos residenciais.
Este ambicioso plano de obras públicas constitui uma janela de oportunidade para a engenharia e indústria portuguesas, nomeadamente para a Fileira Casa, saúde e novas tecnologias. A feira em Riade, que na última edição atraiu 75 mil visitantes profissionais, serve de plataforma de entrada para este ecossistema de investimento.
Comitiva nacional: da cerâmica à pedra natural
A presença portuguesa nesta edição é diversificada, cobrindo áreas críticas para o desenvolvimento de infra-estruturas e acabamentos. A delegação integra empresas especializadas na fabricação de artigos em cerâmica, porcelana e grés fino, bem como indústrias de metalomecânica vocacionadas para a extracção e construção. O sector das rochas ornamentais e mármores, onde Portugal detém forte reconhecimento internacional, está também representado com várias unidades de transformação.
Esta acção de internacionalização é desenvolvida ao abrigo do COMPETE 2030, contando com financiamento previsto de 50% dos custos elegíveis, no âmbito do apoio à internacionalização das PME.
A acção foi submetida em candidatura no âmbito do aviso SICE – Internacionalização das PME – Operações em conjunto, do COMPETE 2030, encontrando-se em fase de aprovação, com financiamento previsto de 50% dos custos elegíveis.







