A poucos dias da Ambiente 2026, Cristina Motta, representante da Messe Frankfurt em Portugal, traça um breve panorama da participação nacional e da relevância do evento para as empresas com ambição exportadora.
São 95 as empresas portuguesas presentes na Messe Frankfurt este ano, um envolvimento que reflecte a capacidade do tecido produtivo nacional e a qualidade dos produtos apresentados, sujeitos a uma curadoria internacional exigente e seleccionados mediante critérios como o design funcional e emocional, o alinhamento com tendências e o factor sustentabilidade.
Cristina Motta esclarece que estes expositores se distribuem pelos eventos Ambiente, Christmasworld e Creativeworld, «maioritariamente no sector mesa e cozinha (Dining)». A responsável considera que «Portugal mantém um posicionamento muito visível num dos segmentos mais centrais da feira, onde a inovação de produto, a capacidade industrial e o “saber-fazer” são decisivos para captar compradores internacionais», acrescentando que «uma visita aos Halls 8 (cutelaria), 11 e 12 (cerâmica utilitária e de mesa) atesta a vitalidade desta indústria».
14 empresas na calha para o selo “Ethical Style”
Se o “Made in Portugal” é, para Cristina Motta, o melhor selo de qualidade, importa sublinhar que uma parte significativa das empresas nacionais tem vindo a desenvolver modelos de produção mais responsáveis, optando por práticas que reduzem o impacto ambiental.
São 14 as empresas portuguesas inscritas para receber o selo “Ethical Style”, uma distinção que reconhece o compromisso das indústrias com a economia circular, a eficiência energética e a correcta gestão de resíduos. «Este selo é válido por três anos, permitindo que o visitante identifique facilmente, através do logótipo no stand ou do filtro no catálogo, quais os expositores que apresentam uma oferta claramente sustentável», refere Cristina Motta, salientando que o benefício se traduz «não só numa visibilidade acrescida, como também numa diferenciação face à maioria dos expositores presentes na feira».
Contract e novos segmentos de mercado
Relativamente aos segmentos de mercado em crescimento, em particular o canal Contract, a responsável destaca que «a oferta nacional tem vindo a aproveitar de forma muito positiva o facto de a Ambiente estar a apostar, cada vez mais, num segmento que concentra HoReCa, Hospitality Interiors e Contract Business sob o chapéu Ambiente Projects».
Para além do Hall 11.0, dedicado à hotelaria, a iniciativa Ambiente Projects visa atrair compradores que trabalham com soluções chave-na-mão, desenvolvendo projectos para hotelaria, residências sénior, empreendimentos turísticos ou empresas de alojamento local. «Trata-se claramente de um público-alvo das empresas portuguesas com oferta neste segmento», sublinha.
Portugal trabalha com especificações técnicas exigentes, grandes quantidades e elevados níveis de personalização, cumprindo os requisitos que este tipo de projectos impõe. Neste contexto, é expectável que a presença nacional continue a crescer no segmento Contract nas próximas edições da feira.







